Liz Motta
No reflexo do vidro vejo as bochechas caídas, velhas
Vejo pontos de todas cores
As luzes das embarcações em alto mar
Naquele assento só quero ver
Distante...
São as ferragens, portas, porcas e aluminios que estremecem ao som do motor
Vão cantando o ritmo em que as bochechas cansadas, velhas e relaxadas, dançam
Embalada no seu mantra, hipnotizada vou
Que nem vejo a rebordosa excitação que causa nas bichas
Que saculejam alegres ao descer no ponto.