Depois acordo de um desejado suicidio mau sucedido, nada me resta além da covardia de seguir a vida e mais uma vez tentar algo diferente. O que sempre fora uma mania, persistia.
Desembaralho o velho baralho e como uma cartomante que tira carta por carta, desfarelam-se mascara por mascaras. Envenenada por sobriedade procuro em todas elas uma face que não me seja estranha, uma sensação familiar, comforto. De tanto me descabelar, colocar livros nas prateleiras e tirar, derrepente desço do vácuo e conforme a lei da gravidade caio, eternamente.
Vim me confessar. Quem poderá querer me julgar? ou quem poderá me ajudar? Não sei quem sou, isso te espanta? Não sei o que quero. Quero tudo e nada ao mesmo tempo. Quero não querer. Na verdade não quero nada.
Buscava um pai desconhecido, ser aceita, ser normal, ser outra, ser eu mesma, ser boa, ser um ser, ser luz, ser Ghandi, ser Jesus. Busquei o inicio, mas nunca fui eficiente alcançar tão longinqua memória. Para quem viveu muitas vidas, recordar é dificil, uma vida de cada vez, uma vida de cada dia, dia após dia da vida, dessa e de outras mais. Troco de peles e preços e não tenho convicção, recuso a entender como alguem pode ter, sem ignorante ser, ou mesmo porque é ruim ser considerado ignorante, não devia este ser um elogio?
Lá vai o ignorante em direção a fogueira, de minha torre de conhecimentos comfortavelmente engordo enquanto assisto o circo pegar fogo, sem nem me preocupar em chamuscar as pestanas, sou gelado.
Me pergunto se é quimica ou enconsto, responsaveis por essa confusão, de contruir descontruindo e vice-versa, tentando solucionar o impossivel. RAZÃO.