O TAPA...

O TAPA é um instrumento de manifestação do pensamento original independente. Um meio de comunicação que inspira o desenvolvimento de um intelecto pessoal, respeita a individualidade e a liberdade de expressão.

Pretende funcionar como a "Academia Olimpia" do mundo virtual, um espaço aberto para debates, exposição de idéias seja dos modos convecionais ou extraordinários, de acordo com a imaginação e o desejo de liberdade de cada um.

Se houvesse participações (fora a minha própria) este blog seria um organismo vivo.


Palavras se transformam em poesia, poesia em música, musica em dança, dança em arte, arte em filosofia filosofia em fotografia, fotografia em video, video em vida, vida em alma e assim nossa expressão. LIZ



sexta-feira, 31 de julho de 2009

Comentários Caso GABRIEL

É certamente uma pena que estamos sabendo do Gabriel somente desta maneira, porque infelizmente está desaparecido. 

Com toda certeza não é comum que os jovens de hoje em dia se mobilizem com tanta paixão. Seja pra onde for, com qualquer que seja o íntuito, ou os meios, é sempre de se admirar alguem que deixa sua comfortavel posição diante da "caixa boba" (como um amigo costuma chamar a TV) para se aventurar, ajudar, contribuir, admirar, procurar, descobrir o que quer que seja, ou seja ele mesmo.

São muitos o que integram essa pequena parcela de população que se move e desbrava o desconhecido, mas são desconhecidos das massas, contudo conhecidos de alguem, como eu e você que derrepente temos um amigo, que tem um amigo, que faz ou fez algo parecido. 

Nós, digo a grande massa, apenas não toma conhecimento destes corajosos jovens, independente da idade no passaporte. Somente quando algo extraordinário como o desaparecimento acontece, e a família por seu lado, tão corajosa quanto Gabriel, toma atitude e divulga e busca ajuda e requer seus direitos de cidadão brasileiro.

Num Brasil do sonhos teríamos visto Gabriel sendo entrevistado por um Luciano Huck, mostrando num domingo qualquer destes a todo Brasil um jovem brasileiro que faz, um exemplo as crianças que são a geração do futuro, ou no mínimo estariamos acompanhando sua escalada do Monte Mulanje através do youtube. Mas seja de uma forma ou de outra, não realmente desejando que esse fato lamentável ocorresse entretanto, estamos cnhecendo um pouco de sua história agora, e através dele quem sabe descobrir mais dos lugares que passou, sobre seu importante trabalho como pesquisador e também conhecer outros jovens que se destacam desta maneira. Tenho certeza de que Gabriel Buchman é inspiração para muitos. 

Mas que os próximos desbravadores tenham mais cuidados em relação a segurança pessoal, não pondo em risco suas vidas.

Gabriel Buchmann DESAPARECIDO

Amanhã completam 15 dias do desaparecimento de Gabriel Buchman em Malauí, Africa do sul. Economista carioca, 28 anos, também formado em Relações Internacionais, como os demais de nossa classe, procurava entender as relações e os problemas do mundo  bem de perto. 
Por isso estava a um ano visitando dezenas de países da Ásia, Oriente Médio e Africa em busca de conhece-los a fundo, recolhendo dados como parte do processo de pesquisa para seu futuro doutorado em Economia da pobreza.
Malauí era o último país de sua jornada, antes de retornar a casa de sua família no Rio de Janeiro, ainda esta semana dia 28 de Julho.
Contudo, sexta 17 de julho, foi última vez que Gabriel foi visto em uma tentativa arriscada de escalar o pico Sapitwa do Monte Mulanje, enquanto as condições climáticas se encontravam hostis. 
Ele foi acompanhado de um guia até certo ponto onde o rapaz  dispensou-o afirmando ser experiente em escaladas, ou até quando o guia se recusou a continuar a escalada devido ao mal tempo e Gabriel seguiu em frente, não mais retornando.
Sapitwa, ultrapassa 3.000 metros, o pico mais alto do Monte Mulanje e um dos mais altos daquela região da Africa. É considerado pelos moradores dos arredores como que uma montanha mística e cheia de lendas, como a de que espiritos de povos ancestrais daquela região habitam a montanha e raptão pessoas se algo os desagrada. 
Mas deixando as lendas de lado e assim como o guia e a equipe de busca e resgate deste monte, as causas explicáveis do desaparecimento de Gabriel são a mal condição climática e a falta de preparo para tal empreitada. Parece que ele só trajava uma camiseta e levava consigo alguns biscoitos. Um grupo de alemães haviam tentado esta mesma aventura um dia antes do economista, e foram forçados a retornar devido as más condições, alertando os responsáveis pela montanha que tomaram o cuidado de restringir o acesso ao pico. O guia que estava com Gabrielo ao chegar a base da montanha já o declarou desaparecido. "Varias pessoas já desapareceram em condições melhores do que esta", declarou o guia. Mesmo com equipes de resgate realizando buscas com especialistas, helicópteros e cães farrejadores, há desaparecidos até hoje, nem mesmo corpos foram encontrados. O reforça as lendas do povo local.
A família e namorada de Gabriel mantém a chama da esperança acesa, espalhando e-mails pela internet (veículo pelo qual fui informada do acontecimento) divulgando a situação, e pedindo ajuda de amigos, conhecidos e demais pessoas, também pedem auxílo ao Itamaraty para a compra de passagens e hospedagem para um grupo de salvamento voluntário canadense, os mesmo que dentre outros, auxiliaram nas buscas de vítimas entre os destroços do World Trade Center em 2009. 
Esperamos que a boa vontade de um jovem idealista que trabalhava e lutava pela esperança de mudança e melhora do sistema global capitalista, não seja emagada por sua excessiva áudacia perantes as forças naturais.
Devemos procurar a superação sempre, contudo sem abrir mão da segurança para que possamos dar continuídade ao nosso trabalho neste plano.
Força a família de Gabriel e força Gabriel!     
Seu legado seja qual for a circunstância servirá de exemplo a muitos jovens.
Apoiem Gabriel Buchmann e sua família.
Notícias atualizadas e como ajuda-lo em seu Blog: ajudegabrielbuchmann.blogspot.com

Abaixo um trechinho de seu diário de viagem:
“mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei...hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais,  gastando uns 2-3 dolares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...esse amigo meu congoles, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...” Gabriel Buchmann

 
As informações procedem dos sites de notícias: Terra e do Africano, Afrique en Ligne.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3894903-EI306,00-Familia+de+desaparecido+na+Africa+pede+dinheiro+ao+Itamaraty.html
http://www.afriquejet.com/news/africa-news/french-brazilian-hiker-goes-missing-in-malawi-2009072132054.html

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FORA DO TEMPO

Viver sob a premissa do advento norte americano-global "times is money" é não viver. É apenas sobreviver pressionado, reprimido, autuado, aleijado, comprimido sem estar relaxado ou destraído. 
Ao passo que envelheço e vou sobrevivendo vou contando meus passos fora e dentro, e o que mais escuto é não devia ou devia ter feito. 
Além de já nascer sabendo, que não pertencia, que estava fora do tempo, busco dentro de mim o meu. 
Luto no espaço que alguem esqueceu, retorno, uma, duas, três, quantas vezes for preciso. Não me adianto nem com meu relógio cinco minutos e meio adiantado. 
Este tempo que mais parece ser feito pra perder a hora, na verdade, é feito pra nas horas se perder. "Temos nosso próprio tempo, temos nosso próprio tempo, não temos tempo a perder, temos todo tempo do mundo" eu quero que o tempo se foda.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um girassol

"Se eu morrer não chore não
É só a lua
É seu vestido cor de maravilha nua
Ainda moro nesta mesma rua
Como vai você?
Você vem?
Ou será que é tarde demais?" Ele sussura e dedilha abraçado a viola. Ela triste o acompanha e se deita. Cansada de fugir do mesmo pesadelo todas as noites e dias. Ela ainda quer morar com ele. 

O enredo é repetitivo, contudo os sentimentos são vividos cada vez como se fosse a última, mais um suspiro, estou vivo.

Já não mais imagina o que passa em sua cabeça, que hoje abriga o vazio da casa que habita seu sonho. Não o reconhece mais seu. E se perdeu.

Ele sempre a admirava nos braços dele, um do outro, enquanto olhava imaginava ser ele, ninguem imaginaria até o dia, que nem mesmo ele acreditará.

Que por quanto desejará, aqui jazia, consumado e velado o seria.

Uma plantinha, tão frágil quanto forte, há que ser regada, nunca se esqueça, mesmo que com lágrimas.

"Dizem que sou louco, por eu ter um gosto assim...", mas continuará a cantar para ela.

Há tanto prazer na dor, quanto há dor no prazer. E se um, não o pode ter, há que o outro querer, se aprisionar passivamente ao se torturar e sofrer.

Nunca a vou esquecer, sempre vou ser apaixonado por essa mulher.

E ela por mais que tente, já fazem três anos que só consegue morrer.

Ele ninguem sabe. Não espera, não vê, não sente, ou sofre?

E ele continua cantando, embaixo da lua a crescer, ela canta com ele enquanto dói quando se lembra, mas os lábios que ora cantam, calam-se nos dela, enquanto a musica é fundo pra que sua lembrança dance em seu pesadelo.

"Sol, girassol, verde, vento solar
Você ainda quer dançar comigo?
Vento solar e estrelas do mar
Um girassol da cor de seu cabelo".

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Queres?

Quer, quer, quer? o que mais quer ? um querer qualquer? um qualquer quer ser? se querer quiseres, queres querer, sem querer querendo querer. Quanto mais queres, menos podes poder.
Querer é poder ou poder é querer? Quem pode ter poder, pode querer, mas quem pode querer ter poder, não pode poder.

Veias da escravidão

Oh Orfeu, cor do carvão. 

Quem dera meu seio só, penetrar, 

Perder-me entre o preto dos teus olhos e tuas entranhas palpar, 

Me embrenhar na mata dos teus cachos caboclos, e dançar,

Até cair a noite a clarear. Nas cantigas da tua infância ninar, 

Rebolar e sangrar teus versos em minhas coxas, 

Em minhas veias a circular, teu cheiro ofegar a tua carcaça inconfundível, 

Me perder, deslumbrar, implorar seu fôlego de bicho selvagem no cio,

Dá cria no meu ventre dos seus orixás.

Você me inspira, aspira, me acorda, me toca, 

com a boca me alivia e asfixia, me ilumina e movimenta, me gira, 

em tua batida, teu ritmo de guerra e euforia, eu o faria como quisesse, se me queresse um dia.