"Se eu morrer não chore nãoÉ só a luaÉ seu vestido cor de maravilha nuaAinda moro nesta mesma ruaComo vai você?Você vem?Ou será que é tarde demais?" Ele sussura e dedilha abraçado a viola. Ela triste o acompanha e se deita. Cansada de fugir do mesmo pesadelo todas as noites e dias. Ela ainda quer morar com ele.O enredo é repetitivo, contudo os sentimentos são vividos cada vez como se fosse a última, mais um suspiro, estou vivo.
Já não mais imagina o que passa em sua cabeça, que hoje abriga o vazio da casa que habita seu sonho. Não o reconhece mais seu. E se perdeu.
Ele sempre a admirava nos braços dele, um do outro, enquanto olhava imaginava ser ele, ninguem imaginaria até o dia, que nem mesmo ele acreditará.
Que por quanto desejará, aqui jazia, consumado e velado o seria.
Uma plantinha, tão frágil quanto forte, há que ser regada, nunca se esqueça, mesmo que com lágrimas.
"Dizem que sou louco, por eu ter um gosto assim...", mas continuará a cantar para ela.
Há tanto prazer na dor, quanto há dor no prazer. E se um, não o pode ter, há que o outro querer, se aprisionar passivamente ao se torturar e sofrer.
Nunca a vou esquecer, sempre vou ser apaixonado por essa mulher.
E ela por mais que tente, já fazem três anos que só consegue morrer.
Ele ninguem sabe. Não espera, não vê, não sente, ou sofre?
E ele continua cantando, embaixo da lua a crescer, ela canta com ele enquanto dói quando se lembra, mas os lábios que ora cantam, calam-se nos dela, enquanto a musica é fundo pra que sua lembrança dance em seu pesadelo.
"Sol, girassol, verde, vento solarVocê ainda quer dançar comigo?Vento solar e estrelas do marUm girassol da cor de seu cabelo".
O TAPA...
O TAPA é um instrumento de manifestação do pensamento original independente. Um meio de comunicação que inspira o desenvolvimento de um intelecto pessoal, respeita a individualidade e a liberdade de expressão.
Pretende funcionar como a "Academia Olimpia" do mundo virtual, um espaço aberto para debates, exposição de idéias seja dos modos convecionais ou extraordinários, de acordo com a imaginação e o desejo de liberdade de cada um.
Se houvesse participações (fora a minha própria) este blog seria um organismo vivo.
Palavras se transformam em poesia, poesia em música, musica em dança, dança em arte, arte em filosofia filosofia em fotografia, fotografia em video, video em vida, vida em alma e assim nossa expressão. LIZ